Primeiras Impressões do Anime do Professor Misantropo - Jingai Kyoushitsu


Um misantropo ensina uma classe de semi-humanos.

Decidi assistir a essa estreia por causa do título esquisito. No anime, o protagonista é um professor que, por algum motivo, se frustrou com sua profissão a ponto de odiar a própria espécie e a sociedade. Ele ficou desempregado por dois anos em casa, mas sua vida muda quando encontra uma vaga de emprego para dar aula no meio das montanhas.

Quando ele chega ao local do emprego, parece que não há caminho, então ele usa um anel mágico que recebeu por encomenda da escola e começa a enxergar. Na verdade, aquela é uma escola secreta para semi-humanas, e agora ele vai precisar dar aula de sociologia para várias garotas que querem se tornar humanas.

No primeiro episódio, tivemos apenas a apresentação do corpo docente e de uma turma de alunas: uma sereia que quer se tornar humana para dançar; uma garota-passarinho que quer ser humana para fazer música; uma lobisomem que quer se tornar humana para parar de transitar entre as espécies; e uma garota-coelho que quer se tornar humana para retribuir alguém.

Durante a apresentação do professor, ele revela que é misantropo. As garotas ficam curiosas, mas ele não entra muito em detalhes. O resto do primeiro episódio é composto por pequenas interações entre o professor e as alunas, onde a coelha costuma retrucar o professor; a sereia parece ser gentil, mas meio avoada; a lobisomem é tímida e desconfiada; e a passarinha é a mais extrovertida.

Apesar da proposta esquisita, o anime pode trabalhar coisas bem interessantes. Primeiro, o protagonista, mesmo formado em sociologia, acabou desenvolvendo um ódio pela sociedade. É estranho que ele tenha esse comportamento extremista, mesmo sabendo que também existem pessoas boas. Ele está vivendo um arco negativo, e o anime pode usar isso para inverter a dinâmica, fazendo com que as semi-humanas o ensinem a valorizar as qualidades da própria espécie.

Agora, o que pode tornar tudo isso menos interessante é o fato de as semi-humanas, com exceção da aparência física, serem estudantes humanas comuns. Pelo menos no primeiro episódio, não foi demonstrado nenhum valor ou comportamento que destoe da humanidade para além do aspecto físico. E elas querem se adequar à sociedade humana, emulando os humanos, quando, na verdade, não seria melhor que essa sociedade aceitasse a individualidade delas, independentemente das diferenças físicas?

Provavelmente estou pensando demais, e o plot é só uma desculpa do autor para criar situações de slice of life entre o professor e as alunas, explorando suas peculiaridades, enquanto ele entra em um arco resolvendo os problemas de cada uma delas. Por isso, não sei se vou continuar assistindo até o fim.

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