Eu já conhecia a franquia Fate há um bom tempo; assisti a todos os animes, joguei alguns jogos e li mangás, mas nunca tinha lido o material original. Estas são minhas impressões de quando estava lendo o prólogo da novel:
O prólogo com o ponto de vista da Rin Tohsaka deixa evidente a solidão que a personagem sente, não só por não ter mais seu pai, mas por ter escolhido o caminho como maga ela não tem relações verdadeiras com ninguém, existe uma separação entre a Rin da escola e a Rin Tohsaka maga.
O peso desse legado é o que a move. Sua determinação não parte de um desejo pelo Graal, mas da vontade de vencer a guerra e se provar digna do nome da família. "O mundo já é meu." Ela já sabe o que é importante. A Rin Tohsaka busca seus objetivos por conta própria, sem depender de algo milagroso ou surreal.
O prólogo também apresenta as duas partes onde a trama será desenrolada, a cidade Fuyuki "Árvore de Inverno", tem a parte nova e desenvolvida Shinto que é onde aconteceu um grande incêndio no passado e foi reconstruída, e a parte antiga Miyama dividida entre distritos residenciais ocidentais e orientais.
A escrita do Kinoko Nasu é hiper descritiva e se preocupa em tornar os elementos mágicos algo relacionável e palpável, a geração de um circuito mágico por exemplo é descrita pelo Shirou Emiya como ter uma barra de metal surgindo na sua espinha.
O roteiro cria diversos foreshadowings desde o início para manter o leitor engajado, seja pelo círculo de invocação na casa do Shirou Emiya ou pela Illyasviel von Einzbern pedindo para que ele invoque um servo. Isso torna o destino dele relativamente previsível.
Minha parte preferida, considerando também o primeiro capítulo, é o contraste entre Shirou Emiya e Rin Tohsaka. Ambos perderam os pais e seguem objetivos ligados ao legado que herdaram. Enquanto Rin busca vencer a guerra para honrar o nome dos Tohsaka, Shirou quer se tornar um "herói da justiça" e um mago como seu pai, mesmo sem compreender totalmente qual é o seu papel.
A ideia de “herói da justiça” parece dialogar com figuras heroicas do tokusatsu no imaginário japonês, o que torna esse ideal um pouco deslocado da realidade do Shirou. Isso fica ainda mais evidente quando ele mantém esse objetivo em segredo, ao mesmo tempo em que constrói relações quase familiares com Sakura Matou e Taiga Fujimura.
Por fim, há também o contraste entre Tokiomi Tohsaka e Kiritsugu Emiya. Enquanto Tokiomi orienta Rin a colocar a Associação dos Magos em dívida com ela, Kiritsugu a vê como uma organização imoral, indiferente aos crimes cometidos por magos e focada apenas em preservar seus próprios interesses. Assim, enquanto Kiritsugu tentou afastar Shirou desse mundo, Tokiomi fez o oposto com Rin.

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